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Segunda-feira, 01 de Junho 2026
Política

Senado aprova projeto que estende licença-paternidade para até 20 dias

A proposta estabelece a concessão do benefício de forma gradual, iniciando com 10 dias nos primeiros anos de sua implementação

Nicolaite
Por Nicolaite
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Senado aprova projeto que estende licença-paternidade para até 20 dias
© Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O Senado Federal deu sinal verde, nesta quarta-feira (4), ao projeto de lei (5811/2025) que visa expandir a licença-paternidade para um período de até 20 dias. A medida, agora, aguarda a sanção da presidência para entrar em vigor.

A discussão sobre o assunto perdura no Congresso Nacional há quase duas décadas, desde que a proposta inicial foi apresentada em 2007 pela então senadora Patrícia Saboya. Atualmente, o texto teve como relatora a senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA).

Adicionalmente, a iniciativa institui o salário-paternidade como um novo benefício previdenciário. Seu propósito é alinhar a proteção concedida aos pais às salvaguardas já asseguradas às mães. A legislação também prevê a possibilidade de fracionar o período da licença.

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Conforme o texto aprovado, a implementação da licença ocorrerá de maneira progressiva:

  • Nos dois primeiros anos após a entrada em vigor da lei, o período será de 10 dias.
  • No terceiro ano, a licença será estendida para 15 dias.
  • A partir do quarto ano, o benefício atingirá a sua totalidade de 20 dias.

Entre as justificativas para a aprovação do projeto, destaca-se o estímulo à maior participação paterna nos cuidados com crianças recém-nascidas ou adotadas. Além disso, a medida visa assegurar a estabilidade no emprego do pai durante o período da licença e nos meses subsequentes.

A fundamentação para a nova legislação também ressalta que a licença contribui para a promoção da igualdade de gênero no mercado de trabalho, ao valorizar a relevância do papel paterno na educação e desenvolvimento dos filhos.

Durante sua aprovação na Câmara dos Deputados, em novembro do ano anterior, o deputado Pedro Campos (PSB-PE), que atuou como relator, enfatizou que não há direito mais essencial do que o de nascer e crescer em um ambiente de cuidado. O parlamentar recordou que o debate sobre o tema remonta à Assembleia Nacional Constituinte, responsável pela elaboração da Constituição de 1988.

FONTE/CRÉDITOS: Diangelis Nicolaite

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