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Sexta-feira, 20 de Março 2026

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Redução da jornada e regras para aplicativos são pautas prioritárias, aponta ministro do Trabalho

Relator de proposta que visa jornada de 40 horas semanais com escala 5x2 sugere implementação gradual até 2028

Nicolaite
Por Nicolaite
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Redução da jornada e regras para aplicativos são pautas prioritárias, aponta ministro do Trabalho
Renato Araújo / Câmara dos Deputados
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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, destacou nesta quarta-feira (18) que a diminuição da jornada laboral e a regulamentação para trabalhadores de plataformas digitais precisam ser temas prioritários para o Congresso Nacional neste ano.

"É crucial dedicarmos atenção a essas agendas neste quadrimestre, a fim de permitir que o Senado possa deliberar ainda em 2026", afirmou ele durante uma audiência pública na Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados.

Segundo Marinho, o governo federal apoia a instauração de uma jornada máxima de 40 horas semanais, com dois dias de descanso (formato 5x2). Essa alteração está contemplada no Projeto de Lei 67/25, de autoria da deputada Daiana Santos (PCdoB-RS), atualmente em análise na referida comissão.

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Para o ministro, o projeto de lei representa uma via mais ágil em comparação com as duas Propostas de Emenda à Constituição (PECs) que tramitam na Câmara. "A sociedade tem debatido intensamente essa questão, e o Parlamento demonstra sensibilidade para acelerar o processo", declarou.

Proposta de implementação escalonada

Na condição de relator na Comissão de Trabalho, o deputado Leo Prates (PDT-BA) elaborou uma versão substitutiva para o Projeto de Lei 67/25, integrando outra proposta que tramita em conjunto. Embora a votação do substitutivo estivesse prevista para hoje, ela foi retirada da pauta.

Com o objetivo de mitigar os impactos econômicos e operacionais sobre as empresas, a versão proposta pelo relator prevê uma implementação gradual. A jornada de trabalho seria fixada em 42 horas semanais a partir de 1º de janeiro de 2027, alcançando as 40 horas somente em 1º de janeiro de 2028.

O texto substitutivo propõe alterações na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), na Lei 12.790/13, que regulamenta a profissão de comerciário, e na Lei do Repouso Semanal Remunerado. De acordo com a proposta, as modificações serão aplicáveis a todas as categorias profissionais, sem que haja redução salarial.

Durante a reunião desta quarta-feira, o parecer de Leo Prates recebeu manifestações de apoio de diversos parlamentares. O presidente da Comissão de Trabalho, deputado Max Lemos (PDT-RJ), assegurou que a proposta será submetida à votação após o cumprimento de todas as formalidades regimentais.

Regulamentação de trabalhadores por aplicativos

No que tange à regulamentação do trabalho intermediado por aplicativos, Luiz Marinho defendeu um "enquadramento viável", que garanta direitos previdenciários e segurança aos trabalhadores. "Não temos a força necessária para aprovar o vínculo formal, a CLT, neste Parlamento", declarou.

Segundo o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), o Projeto de Lei Complementar 152/25, que aborda a regulamentação do trabalho por aplicativos, poderá ser votado em Plenário até o mês de abril. Contudo, ainda não há um texto de consenso sobre o tema.

FONTE/CRÉDITOS: Diangelis Nicolaite
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