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Domingo, 19 de Abril 2026

Educação

Quase um quarto dos estudantes da rede pública agora está em tempo integral

A modalidade, que exige uma jornada de pelo menos sete horas diárias ou 35 horas semanais, alcançou a meta do Plano Nacional de Educação.

Nicolaite
Por Nicolaite
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Quase um quarto dos estudantes da rede pública agora está em tempo integral
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgaram, nesta quinta-feira (26), os resultados preliminares da primeira etapa do Censo Escolar 2025. O levantamento aponta um avanço notável na oferta da educação em tempo integral, abrangendo todas as etapas da educação básica, ao longo dos últimos quatro anos. Para ser considerada de tempo integral, a matrícula exige que o estudante permaneça na instituição por sete horas ou mais diariamente, ou totalize 35 horas semanais.

Conforme os dados apresentados, o índice de matrículas presenciais em período integral na rede pública de ensino registrou um incremento de 10,7 pontos percentuais entre 2021 e 2025. A cobertura saltou de 15,1% para 25,8% do total de alunos.

Com esse desempenho, o Brasil cumpre a meta estipulada pelo Plano Nacional de Educação (PNE) 2014-2024, que visava expandir essa modalidade para atender, no mínimo, 25% dos estudantes da educação básica da rede pública em jornada ampliada.

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O objetivo primordial dessa modalidade é promover o desenvolvimento e a formação integral de bebês, crianças e adolescentes. Isso se dá por meio de um currículo intencional e coeso, que expande e conecta diversas experiências educativas, sociais, culturais e esportivas, tanto dentro quanto fora do ambiente escolar, com a colaboração ativa da comunidade escolar.

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O maior crescimento foi observado no ensino médio, onde as matrículas em tempo integral subiram de 16,7%, em 2022, para 26,8%, em 2025. Nos anos finais do ensino fundamental (do 6º ao 9º ano), o percentual atingiu 23,7%, enquanto nos anos iniciais (do 1º ao 5º ano), ficou em 20,9%. Na pré-escola, as matrículas em tempo integral correspondem a 18,3% do total.

Avanços significativos

Para Patricia Mota Guedes, superintendente do Itaú Social, os números revelam um progresso extremamente relevante.

"Foram 923 mil novas matrículas em apenas um ano, elevando o total para mais de 8,8 milhões de estudantes na rede pública. Esse crescimento contínuo desde 2022 sinaliza que o país está consolidando o tempo integral como uma estratégia fundamental para superar os desafios de aprendizagem e as disparidades educacionais", declara.

Contudo, ela ressalta que a simples ampliação do período de permanência na escola não é suficiente. É crucial que as instituições de ensino desenvolvam projetos pedagógicos que realmente ampliem as oportunidades de aprendizado, utilizando esse tempo adicional de maneira estratégica.

"Isso implica em estruturar um currículo diversificado, que contemple atividades artísticas, esportivas e culturais, que estabeleça um diálogo com o território e a realidade dos alunos, e que fortaleça tanto as competências cognitivas quanto o desenvolvimento socioemocional. A expansão do tempo escolar deve estar a serviço de experiências formativas mais ricas e significativas", pontua.

Investimentos federais impulsionam expansão

De acordo com o MEC, os resultados são reflexo do investimento de R$ 4 bilhões no Programa Escola em Tempo Integral, instituído em 2023. A iniciativa visa apoiar as redes de ensino na ampliação de matrículas em tempo integral em todas as fases e modalidades da educação básica.

Entenda o Censo Escolar

O levantamento, conduzido anualmente pelo Inep, coleta informações detalhadas sobre todas as escolas da educação básica, seus professores, gestores e turmas, além das características dos alunos. Os dados abrangem todas as etapas e modalidades da educação básica: ensino regular, educação especial, educação de jovens e adultos (EJA) e educação profissional.

Participam do Censo Escolar instituições de ensino públicas e privadas de todas as etapas da educação básica em todo o território nacional.

FONTE/CRÉDITOS: Diangelis Nicolaite
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