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Sexta-feira, 20 de Março 2026

Justiça e Segurança

Manual apresenta orientações para tratar violência de gênero no ambiente digital

Iniciativa da ONG Redes Cordiais busca promover uma comunicação mais responsável e segura sobre agressões contra mulheres na internet

Nicolaite
Por Nicolaite
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Manual apresenta orientações para tratar violência de gênero no ambiente digital
© Antônio Cruz/Agência Brasil
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Abordar a violência de gênero exige atenção redobrada aos efeitos que a escolha de palavras e imagens pode causar. Com o intuito de estimular uma navegação digital mais consciente e empática, a organização Redes Cordiais lançou a publicação Fala que Protege: guia para comunicadores sobre a violência contra a mulher.

Embora o foco sejam influenciadores e profissionais da mídia, o conteúdo está acessível sem custos ao público geral. A ação tem o suporte do YouTube e visa instruir produtores de conteúdo sobre como tratar de maneira ética os casos de agressão contra meninas e mulheres nas plataformas.

A estreia oficial do material está marcada para o próximo domingo (8), Dia Internacional da Mulher, surgindo em um momento de crescente debate sobre crimes de gênero e da propagação de ódio na rede, especialmente em comunidades ligadas ao movimento “redpill”.

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De acordo com estatísticas do Conselho Nacional de Justiça, em 2025 foram aplicadas 621.202 medidas protetivas, com a abertura de 998.368 novos processos de violência doméstica e 4.243 registros de feminicídio em primeira instância. Em 2020, o número de feminicídios era de 2.188, indicando uma subida de quase 94% em um intervalo de cinco anos.

Clara Becker, cofundadora e diretora executiva da Redes Cordiais, ressalta que as plataformas digitais têm funcionado como um canal de reverberação para tais discursos.

“As agressões não surgiram com as redes sociais, contudo, observamos que hoje essas violações se sustentam em manifestações de ódio compartilhadas online, principalmente em grupos que incentivam homens e meninos a desprezarem as mulheres, reforçando ideias de controle para validar seus atos”, explica Becker.

Diretrizes

A obra ensina a distinguir os tipos de violência, detalha o conceito de consentimento e oferece sugestões práticas para a cobertura jornalística e a criação de postagens.

Entre as recomendações centrais estão:

  • Não responsabilizar a vítima, independentemente de seu comportamento, vestimenta, escolhas afetivas ou consumo de álcool.
  • Evitar o uso da voz passiva, como em “Mulher é assassinada”, o que pode atenuar a culpa do agressor.
  • Fugir do sensacionalismo, evitando descrições gráficas ou o uso de imagens impactantes dos episódios violentos.
  • Inserir os casos em contextos sociais mais amplos, abordando temas como o racismo e a misoginia.
  • Garantir que as sobreviventes tenham espaço para falar, sem direcionar suas declarações.
  • Ao citar o autor da agressão, não antecipar julgamentos e utilizar termos técnicos como “investigado”, “acusado” ou “suspeito”.

Existe ainda uma seção voltada para comunicadores que são procurados por vítimas. O guia sugere adotar uma postura acolhedora, não colocar em dúvida o depoimento, informar contatos de emergência como o Ligue 180 e o 190, além de não expor relatos sem o devido consentimento e respeitar os próprios limites emocionais diante da situação.

FONTE/CRÉDITOS: Diangelis Nicolaite
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