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Sexta-feira, 20 de Março 2026

Justiça e Segurança

Justiça do DF bloqueia ações do BRB conectadas ao Banco Master

A decisão judicial abrange R$ 376,4 milhões em ativos de indivíduos e fundos sob investigação.

Nicolaite
Por Nicolaite
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Justiça do DF bloqueia ações do BRB conectadas ao Banco Master
© Joédson Alves/Agência Brasil
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O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) ordenou o bloqueio e a apreensão de cotas acionárias do Banco de Brasília (BRB) que estão em nome de indivíduos sob investigação na Operação Compliance Zero. Esta operação investiga supostas irregularidades relacionadas ao Banco Master.

A medida cautelar, de caráter provisório, foi proferida pela 13ª Vara Cível do DF, atendendo a uma solicitação do próprio BRB. O bloqueio incide sobre participações acionárias estimadas em aproximadamente R$ 376,4 milhões, proibindo a venda ou transferência desses bens.

Apesar de o processo tramitar em segredo de justiça, o BRB comunicou, por meio de um fato relevante divulgado na noite de hoje, a formalização do pedido de bloqueio judicial.

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A restrição judicial recai sobre ações associadas a pessoas físicas e diversos fundos de investimento, como o Deneb Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, Borneo Fundo de Investimento, Siracusa Fundo de Investimento, Delta Fundo de Investimento e Asterope Fundo de Investimento. Além disso, empresas como Blue Solutions Asset Management e Casamata Administração e Participações também foram alcançadas.

Conforme apuração do Portal Metrópoles, o grupo composto pelo empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master; o antigo sócio Maurício Quadrado; o investidor Nelson Tanure; e João Carlos Mansur, fundador da Reag, teria se tornado acionista do BRB. Essa aquisição de ações teria ocorrido por intermédio de terceiros, supostamente utilizados como “laranjas”. Com essas transações, o consórcio Master/Reag teria passado a controlar aproximadamente 25% do capital social do banco estatal do Distrito Federal.

Busca por ressarcimento e apuração interna

No comunicado oficial divulgado nesta quinta-feira (26), o BRB esclareceu que ingressou com uma medida cautelar, solicitando liminarmente o “bloqueio e arresto de participações societárias detidas pelos réus no capital social do próprio BRB”.

De acordo com o banco, o propósito da ação é garantir o futuro ressarcimento de eventuais perdas financeiras sofridas pela instituição, decorrentes de operações ligadas ao Banco Master, que atualmente se encontra em processo de liquidação extrajudicial.

O BRB afirmou no processo judicial que os empresários sob investigação teriam adquirido participação no capital social da instituição de maneira “ilegal”.

Adicionalmente, a instituição financeira informou ter encaminhado um relatório preliminar de sua investigação interna à Polícia Federal. Essa apuração está sendo conduzida pelo escritório Machado Meyer, com o suporte da consultoria Kroll.

Estimativa de prejuízo bilionário

O BRB está sob investigação devido à aquisição de carteiras do Banco Master que somam mais de R$ 12 bilhões, as quais apresentam indícios de fraude. A projeção inicial aponta para um prejuízo mínimo de R$ 5 bilhões, contudo, o valor preciso será revelado com a publicação do balanço, agendada para março.

Em novembro de 2025, a Polícia Federal deu início à Operação Compliance Zero. Na ocasião, o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi afastado de suas funções por determinação judicial e, em seguida, demitido.

Aquisição recusada

Em 3 de setembro de 2025, o Banco Central (BC) recusou formalmente a proposta de compra do Banco Master pelo BRB. A decisão veio após um período de análise que durou mais de cinco meses. A transação previa a aquisição de 49% das ações ordinárias, a totalidade das preferenciais e 58% do capital social total do Master.

O acordo, divulgado em março do mesmo ano, já encontrava resistência no mercado financeiro. As preocupações giravam em torno do modelo de captação, considerado de alto risco, e da questionável qualidade de certos ativos pertencentes à instituição.

Anteriormente, o Ministério Público Federal (MPF) havia recomendado ao BRB que verificasse a integridade e a veracidade dos ativos antes de concretizar qualquer aquisição, alertando sobre a existência de potenciais passivos não declarados e ativos com valores superestimados.

Diante da recusa do Banco Central e do progresso das investigações, o BRB agora se esforça para restabelecer sua liquidez e seus indicadores de capitalização. Simultaneamente, a instituição busca garantir, por via judicial, o ressarcimento dos prejuízos sofridos.

FONTE/CRÉDITOS: Diangelis Nicolaite
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