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Sexta-feira, 20 de Março 2026

Justiça e Segurança

Fuzileiros Navais integram inovações tecnológicas para segurança e resposta a desastres

O Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil agora conta com aeronaves remotamente pilotadas, equipadas com sensores avançados, capazes de monitorar objetivos estratégicos e auxiliar na localização de pessoas em situações de emergência.

Nicolaite
Por Nicolaite
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Fuzileiros Navais integram inovações tecnológicas para segurança e resposta a desastres
© Tomaz Silva/Agência Brasil
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No Rio de Janeiro, os Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil revelaram, na última quarta-feira (4), um conjunto de avanços tecnológicos que visam aprimorar a capacidade de defesa nacional e modernizar suas operações.

A principal inovação reside na criação do Esquadrão de Drones Táticos de Esclarecimento e Ataque, uma unidade recém-ativada que incorpora diversos modelos de veículos aéreos não tripulados (VANTs) de quatro hélices. Estes equipamentos estão dotados de sensores eletro-ópticos, infravermelhos e termais.

Tais dispositivos possuem versatilidade para monitorar alvos estratégicos, bem como para auxiliar na localização de vítimas em cenários de desastres. Além disso, certas variantes desses drones são aptas a transportar projéteis para engajar alvos de menor porte.

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Complementando o arsenal, um modelo de drone de asa fixa, conhecido informalmente como "kamikaze", foi integrado. Este pode ser lançado com cargas explosivas para neutralizar alvos de maior dimensão.

Escola para operação de drones

Conforme explicou o almirante Carlos Chagas, comandante-geral do Corpo de Fuzileiros Navais, a formação deste novo esquadrão posiciona o Brasil em sintonia com os avanços tecnológicos globais no setor de defesa, especialmente diante dos conflitos recentes observados internacionalmente.

O almirante também informou que, ainda em março, será inaugurada no Rio de Janeiro uma nova escola dedicada à capacitação de militares na operação desses sistemas aéreos não tripulados.

O almirante Chagas ressaltou a responsabilidade da Marinha em proteger os ativos estratégicos vitais do país.

Ele destacou que o Brasil possui uma extensa costa de 7,5 mil quilômetros, que abriga uma riqueza imensa. Mencionou que a maior parcela da população reside no litoral, de onde provêm 95% do petróleo nacional e por onde 97% das exportações são realizadas via marítima.

O comandante-geral também apontou uma informação pouco conhecida pelo público: a comunicação do país não se baseia predominantemente em satélites, mas sim em uma vasta rede de cabos submarinos que conectam o Brasil a outras nações.

Operações em desastres

Adicionalmente, a corporação incorporou novos veículos blindados de desembarque litorâneo, desenvolvidos e fabricados no Brasil. Essas embarcações alcançam velocidades de até 74 km/h, transportam 13 militares e vêm equipadas com metralhadoras, radares e câmeras termais.

Apesar de sua robustez, as embarcações são compactas, facilitando a atracação em áreas com infraestrutura limitada e possibilitando até mesmo seu transporte por aeronaves.

O almirante Carlos Chagas afirmou que as recentes aquisições tecnológicas também fortalecem a capacidade de resposta dos Fuzileiros Navais em situações de desastres naturais, uma área de atuação que tem se tornado progressivamente mais comum.

Ele explicou que a logística militar possui grande semelhança com a logística empregada na resposta a desastres, e essa congruência é fundamental dada a necessidade de mobilizações de grande escala.

O almirante destacou que parte do equipamento possui uma funcionalidade dupla: embora adquirido para fins de defesa, pode ser empregado em cenários de calamidade, como veículos anfíbios capazes de operar em áreas alagadas para resgate de indivíduos e transporte de suprimentos.

A apresentação incluiu, ainda, novos armamentos. Entre os destaques está o Míssil Antinavio Nacional de Superfície, com capacidade de atingir alvos a uma distância de até 70 km e velocidade de mil km/h. Seu voo rasante é projetado para dificultar a detecção por radares adversários.

Outro míssil, também de produção nacional, apresenta um alcance mais limitado, de até 3 quilômetros, porém se destaca pela alta precisão de seu guiamento a laser. Ele é capaz de engajar embarcações e helicópteros, além de perfurar até 80 centímetros de blindagem.

FONTE/CRÉDITOS: Diangelis Nicolaite
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