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Quarta-feira, 25 de Fevereiro 2026

Política

Empresária passa mal e tem depoimento interrompido na CPMI do INSS

Ingrid Santos alegou desconhecer esquema de descontos em benefícios de aposentados e pensionistas.

Nicolaite
Por Nicolaite
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Empresária passa mal e tem depoimento interrompido na CPMI do INSS
© Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
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A oitiva da empresária Ingrid Pikinskeni Morais Santos perante a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS foi suspensa abruptamente após ela apresentar um mal-estar. O incidente ocorreu enquanto Ingrid era questionada pelo relator da CPMI, Alfredo Gaspar (União-AL).

Carlos Viana (Podemos-MG), presidente do colegiado, determinou a interrupção dos trabalhos para que a empresária recebesse atendimento da equipe médica do Senado Federal. Ela se retirou da sessão sem que seu depoimento fosse concluído.

A convocação de Ingrid Santos para depor ocorreu depois que Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, comunicou sua ausência à comissão.

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Ingrid é cônjuge e parceira de negócios de Cícero Marcelino de Souza Santos. Ambos possuem vínculos com a Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), organização que, segundo as investigações, teria se beneficiado de mais de R$ 100 milhões provenientes de descontos indevidos em benefícios previdenciários.

Cícero é indicado como operador e consultor de Carlos Roberto Ferreira Lopes, presidente da Conafer, que também está sob investigação da CPMI.

Conforme apurado pela CPMI, uma parcela dos valores desviados era movimentada através de contas de empresas nas quais Ingrid figurava como sócia.

“Gostaria apenas de recordar que a depoente recebeu, além dos montantes transferidos para as contas da empresa, mais de R$ 13 milhões, infelizmente recursos de aposentados e pensionistas brasileiros. As lágrimas, nunca podemos questionar sua sinceridade, mas o delito cometido foi igualmente gravíssimo. Nosso propósito é que todos, independentemente de sua posição, sejam responsabilizados por este prejuízo bilionário”, declarou o relator da CPMI após a retomada das atividades.

Previamente à sua aparição na CPMI, a empresária obteve um habeas corpus concedido pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que lhe garantia o direito de permanecer em silêncio durante a oitiva.

A empresária foi inquirida a respeito das atividades de seu marido e se detinha conhecimento sobre a participação das empresas no esquema de descontos irregulares do INSS.

Em sua resposta ao relator, Ingrid Santos afirmou não possuir conhecimento dos fatos e que não se dedicava à administração das empresas, a qual, de acordo com seu relato, era responsabilidade exclusiva de Cícero Santos.

“No que diz respeito a empresas e transferências, não serei capaz de fornecer nenhuma resposta, pois quem administrava tudo isso, como ele mesmo declarou a todos vocês, era meu esposo, Cícero. Inclusive, ele chegou a trair minha confiança quando presenciei a Polícia Federal na minha porta, despertando meus filhos e constrangendo minha família”, afirmou.

“Para mim, toda essa situação é uma surpresa, e estar presente aqui também está sendo extremamente difícil, pois jamais imaginei vivenciar algo assim”, concluiu a empresária momentos antes de sentir o mal-estar.

Caso Vorcaro

Previamente ao início da oitiva, o presidente da CPMI anunciou que irá recorrer da determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que desobrigou o banqueiro Daniel Vorcaro de prestar depoimento ao colegiado.

A oitiva do ex-proprietário do Banco Master estava agendada para esta segunda-feira, porém, um habeas corpus estabeleceu que Vorcaro não seria compelido a comparecer à CPMI.

Vorcaro, que se encontra em regime de prisão domiciliar, havia sido convocado para esclarecer irregularidades relacionadas a empréstimos consignados e os danos financeiros impingidos a aposentados, pensionistas e beneficiários do INSS. O Banco Master possuía um termo de cooperação técnica com a autarquia para a oferta de crédito consignado.

Pedido de prorrogação

Viana informou também ter solicitado a extensão das atividades do colegiado por um período mínimo de 60 dias. De acordo com o parlamentar, um requerimento de prorrogação foi formalizado na Casa para deliberação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), porém, uma resposta ainda não foi emitida.

Diante da ausência de resposta até o presente momento, Viana considera a possibilidade de acionar o STF para garantir a continuidade dos trabalhos, que tiveram início em 20 de agosto do ano anterior.

FONTE/CRÉDITOS: Diangelis Nicolaite
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