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Segunda-feira, 20 de Abril 2026

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SUS pode incorporar novo tratamento para doença renal

Sociedade pode contribuir para avaliação de tratamento que pode reduzir necessidade de diálise e aliviar pressão sobre o sistema público de saúde, segundo especialistas

Nicolaite
Por Nicolaite
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SUS pode incorporar novo tratamento para doença renal
Governo abre consulta pública para novo tratamento renal no SUS
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O Governo Federal abriu uma consulta pública para avaliar a incorporação da finerenona ao Sistema Único de Saúde (SUS). O medicamento é indicado para pessoas com doença renal crônica (DRC) associada ao diabetes tipo 2 e pode ajudar a retardar a progressão da doença, reduzindo complicações e a necessidade de diálise.

A iniciativa da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) acontece em um momento em que 16,8 milhões de brasileiros vivem com o diabetes, uma das principais causas da Doença Renal Crônica (DRC) no Brasil. O número pode chegar a 23,2 milhões de pacientes até 2045 e até 40% deles podem desenvolver algum grau de comprometimento nos rins ao longo da vida. Sem tratamento adequado, o diabetes pode levar à insuficiência renal, exigindo diálise ou transplante e aumentando os riscos de complicações graves.

Especialistas alertam, ainda, que o Brasil passa por um momento crítico na saúde renal pública, em que mais de 150 mil pessoas dependem da diálise, enquanto clínicas conveniadas ao SUS relatam dificuldades financeiras e risco de fechamento — situação nomeada como a “crise humanitária da diálise” pela Sociedade Brasileira de Nefrologia. “O Brasil enfrenta um desafio crescente com a Doença Renal Crônica. É fundamental que novas tecnologias em saúde sejam avaliadas de forma criteriosa, com base em evidências científicas e no impacto real para os pacientes e para o SUS. Algumas dessas terapias podem contribuir para reduzir a sobrecarga do sistema público de saúde”, afirma José A. Moura Neto, presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia.

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Estudos recentes com finerenona mostram um potencial de redução de risco de desfechos renais de 23%, redução de risco de progressão para diálise e/ou transplante de 20% e inclusive, uma redução de 30% da albuminúria quando associada ao tratamento padrão já no 14º dia (importante marcador de risco renal e cardiovascular).

Novas terapias podem adiar a necessidade de diálise e preservar a saúde dos rins e do coração, reduzindo os custos para o sistema, além de proporcionar mais esperança e menos complicações decorrentes da DRC para os pacientes.

“A consulta pública é uma oportunidade importante para que profissionais de saúde, pacientes e cidadãos em geral contribuam com esse debate. A participação da sociedade fortalece o processo de avaliação e garante mais transparência nas decisões sobre incorporação de tecnologias ao SUS”, completa Dr. Moura Neto.

Todo cidadão pode participar da consulta pública, opinando sobre a inclusão do medicamento. Os interessados devem acessar o site da Conitec até o dia 11 de novembro, realizar o cadastro necessário e contribuir.



Website: http://go.bayer.com/tlol1

FONTE/CRÉDITOS: DINO
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